14/12/11

A um passo...

Trunfos conseguem vitória!
É um troféu sem honra!
A marioneta é facilmente manipulada!
As acções são controladas!
Conversas propositadas!
A cabeça está baixa!
Nos lábios está seguro um mesmo insuportável assunto!
Na mão contínua o troféu do ridículo!
Que mais?
Falsa consciência… falsas palavras!
Falsa metade de vida!
Que mais?
É o fim do precipício!
Subtilmente… empurra-me
!

26/07/11

Vazio Forçado...

É tipo aquelas situações e sensações meio esquisitas, não sabes?
Quando tens aquela sensação que morreu, mas efectivamente não morreu porque continua simplesmente 'humanamente' viva e a andar por aí e a poluir e a consumir, mas para nós é como se morresse.
Uma morte um tanto ou quanto estranha e duvidosa...
Que morre apenas à luz e à visão dos nossos olhos e do alcance dos nossos gestos porque infelizmente continua bem viva num lugar que a cada segundo apenas vive mais e mais: o pensamento.

Irá ressuscitar? Terá asas para voar?

08/07/11

E assim aconteceu...

Realmente aconteceu...

A historia desenrolava-se e eu estava naquela parte, naquele momento de negaçao, onde aquilo que estava a ler, a sentir e a imaginar nao era, nao era de todo, aquilo que eu esperava ou queria seguir, ou pensava que queria, nem sei... Eram diversas as imagens criadas na minha mente... Controversas...
Fui de facto surpreendida pela historia...

Em pensamento remava constantemente contra a mare', virava olhos a tudo aquilo para onde devia realmente olhar e pensar.
Virava pagina em todas aquelas partes mais massadoras, mas que eu devia ler, eram partes importantes para eu compreender o verdadeiro rumo e eu sabia disso mas mesmo assim virava a pagina nao querendo ler aquilo que as palavras me indicavam e que a mente por telepatia ja' suspeitava.

Simplesmente aconteceu...

O livro chegou ao fim e eu ja nao posso voltar atras e le-lo novamente porque o escritor deixou o final ao criterio do leitor...
Eu escrevi um final e a historia tomou o seu rumo.

Aconteceu...

08/05/11

Ilusão Azeda

São sonhos rasgados perdidos no ar...

Construções idealizadas que não passaram disso.
Vontades dissipadas.

Certezas erradas e irreais.

A estrada estava construída e devidamente sinalizada, com todas as velocidades, perigos, cruzamentos. Deu-se a catástrofe… O chão ruiu.

Rachou em diferentes vertentes. Todas as saídas e entradas ficaram bloqueadas. O trajecto foi alterado, já não era possível chegar ao destino pretendido.

As rachadelas foram profundas, a estrada encolheu por completo. Foram muitas as empresas de construção civil que tentaram reconstruir o danificado mas já não havia nada a fazer.

A catástrofe foi forte de tal forma que aqueles fortes pilares não sobreviveram.


São sonhos rasgados perdidos no ar…

Caminhos desviados por um abrir de olhos…

Trilhos mortos por uma crua realidade.

19/11/10

Nostalgia dos Momentos

Olhares indiscretos, toques superficiais, conversas banais...

Tudo mais tarde é recordado,
vivido com intensidade no pensamento...
Reside a vontade de repetir...
Permanece cada vez mais, o desejo de ir, aonde não se consegue/deve chegar.

Renascer, começar denovo, marcar trilhos diferentes...

Tentar fugir ao inevitável.
Tentar esconder sensações.

Permanecer longe...
Longe de coisas aparentemente erradas mas de sensações bonitas.
De sentimentos que enchem os pulmões de ar puro, limpo e saudável.

Respiração, suspiros, recordação, memórias nunca esquecidas...