16/02/10

Certeza Incerta

Tu não sabes. Mas tens de saber.
Agora não percebes. Mas tens de vir a perceber, rapidamente.
Rápido. Mexe-te!

O que queres fazer da tua vida?


Pesquisa...
Sonha...
Pensa..
Descobre...
Mas... Decide-te!

Não tornes tudo uma dúvida.
Decide e arrisca.
Deixa-te levar pelas deciões.
Consequências negativas?
Que sejam.
Mas decidiste, escolheste.
Não ficaste ao sabor do vento.

Não deixaste que tudo na tua vida fosse,
algo incerto...

Epic Paunch

Passam os segundos, as horas e os dias e
tudo cada vez se torna mais o mesmo...

Tu com o teu dilema e eu em volta desta minha coisa...
Mas que coisa é esta que nem sei que nome lhe dar?

Diz-me... Ajuda-me mais uma vez...
Que coisa é esta?
Procura nas tuas sábias teorias a resolusão para esta minha coisa...

Faz com que esta coisa se torne tão épica quanto tu...
Não tão cheia quanto tu és, mas simples...
Simples e com rápida e feliz resolução.

É certo que essas tuas teorias nao apareceram à muito tempo,
mas quando tudo se tornou tão igual,
algo epicamente diferente apareceu para segurar a torre que quase tombava...

Não sei que coisa é esta,
e dificilmente perceberei...
Mas sei que tu aparecest,
estás e espero que continues,
comigo nesta estrada sem final visível,
com as tuas únicas teórias,
frases que me deixam sem resposta,
novas e interessantes expressões
com tudo aquilo que tu és.

(Obrigada HP:) )

Percepção Inutil

Será que precisas de um desenho?

Não consegues perceber aquilo que te digo?
Parece que são frases construídas numa língua que não dominas...
(Ou que não queres dominar...)
Passa-te tudo ao lado como uma brisa qualquer que nem sentes.
Eu choro, eu grito e bato.
Não vês as minhas lágrimas? Não ouves a minha voz? Não sentes as minhas mãos a baterem-te no peito?

És um actor ou um distraído?

Diz-me...
Diz-me o que vês...
O que sentes...

Mostra-me que eu existo...
Que as minhas palavras são obsorvidas...
E que tudo isto não passa,
de uma máscara protectora.

11/02/10

Verbos

O verbo ler não suporta o imperativo: é uma aversão que compartilha com outros: o verbo amar... o verbo sonhar.
Gostarias que alguém te obriga-se a amar aquele que mais odeias, a sonhar com a tua morte e a ler o livro da tua vida?
O amor, o sonho e a leitura é algo que flui em nós e não é possível de nos ser imposto.

Lúcia Lopes e Paula Dutra (Aula Português II - RPC)

Morte Consciente

O que estás a fazer comigo?
Porque tencionas por-me doida?

Sabes todos os meus pontos, todas as curvas e contra-curvas por onde passo.
Sabes quando engato marcha-atrás, quando e porque fico em ponto morto.
Sabes ensinar-me a engatar a primeira, segunda, terceira e quarta mudança, mas não o fazes...
Sabes como sentar-te no banco ao meu lado, fazes com que olhe o retrovisor do passado e acione o limpa-pingas.
Sabes como travar, mas não o fazes...
Conheces todo o meu funcionamento, as rotações e cavalos do meu motor...

Como todo esse conhecimento poque continuas a forçar acidentes?

Passos Curtos

Os olhos querem-se fechar...
A mente quer sonhar...
O corpo quer fugir...

Sentada com os ouvidos surdos olho,
aqueles que passam no lado de lá do meu vidro.
Vejo tudo a mexer-se e eu parada.

Tenho medo de caminhar,
de observar o que o dia de amanhã me reserva...
De entrar por um caminho que a razão discorda...

A vontade de me afastar é grande.
A vontade de deixar tudo e todos é enorme.

Tento encontrar-me...

Ver onde estou e para onde quero ir...
Aquilo que fiz e o que pretendo fazer...

Aqueles são aqueles que me confortam, que me ensinam a voltar a andar,
aqueles outros são aqueles que me magoam o pé como uma pedra no sapato.

A cabeça está longe e perde-se em pensamentos, em ilusões e em múltiplas dúvidas.

Onde estou eu?
Quem me quer?
O que querem de mim? E o que quero fazer?

Procuro-me...

10/02/10

...

Tudo cheira, tudo soa, tudo transpira a falso...

Interrogações

Não sei porque faço caso..
Não sei porque dou valor..

Não consigo mudar, eu tento, eu esforço-me..
Mas não consigo...

Continuo a fazer caso..
Continuo a dar valor..

Num momento a erupção apodera-se da minha mente..
Num outro momento o silêncio apodera-se das minhas palavras..

Estou perdida,
não encontro um rumo,
falta-me aquela luz ao fundo do túnel.

Cansei-me... As forças fugiram de mim...
Fugiram de um corpo que já não consegue lutar...
Um corpo que permanece imovel num mesmo sítio...
Um sítio que tende a nunca mudar...
Um nunca que continuará sempre presente...
E um presente que me poluirá as veias de um forma,
destrútivel...
Que acabará comigo...

06/02/10

Sabor

Deixa-me trincar um pouco de ti, da tua alegria, do teu olhar.
Deixa-me saborear as tuas palavras, os teus gestos.
Deixa-me entrar nos teus passos, das tuas decisões.

Deixa-me ser estrela que ilumina.
Deixa-me ser ombro que segura.

Deixa-me...

05/02/10

Sucessão

Palavras...
Frases...
Parágrafos...

Tudo soa a conhecimento
A percepção de um novo assunto
Nova visão
Diferente interpretação

Letras juntas constroem o teu sentido
A mente constroi a sua própria teoria

O assunto cresce
Manisfesta-se
Ocupa o pensamento

A história envolve
Faz querer mais e mais

O prazer de folhear
Faz querer-te tanto
meu brilhante e único
livro...

''Desverdadeiro''

Uma falsa queixa e um feliz elogio saem-te da boca em forma de palavras, tentas iludir verdadeiros, atentos e preocupados ouvintes.
Erradas verdades, elogios gloriosos constroem uma máscara que não te entra na cara.
Todo o teu ''tu'' é duvidoso, marcado por um espírito carnavalesco que não é naturalmente teu.
Tornas-te e ficas aquele verdadeiro irreal.

Calor Interior

Meus olhos cruzam
os teus,
pequenas, suaves,
curtas
palavras são trocadas.

O olhar permanece
cruzado e
intenso com o teu.

Teus lábios esticam-se e
transparecem um
enorme, verdadeiro
e brilhante sorriso.

Minha mémoria
acciona lindos e
especiais momentos vividos,
contigo.

Fósforo amigo
que me aquece
a alma.

(Dedicado a Jorge Miguel de Sá Silva)

03/02/10

Automático

Diz a verdade,
não mintas!

Um dor aperta-te o estomago,
um dor de cabeça impossibilita-te de dormir...
Diz a verdade!

Não fujas,
caminha,
passo atrás de passo.

Não evites,
pensa,
repensa!
Decide!

Diz a verdade!

Ou não,
não digas!
Não digas,
a verdade...
Ela falará por si!

Ilusão

Sentimento estúpido este
que não me larga
Corre-me nas veias
Ofusca-me a visão
Tira-me a racionalidade

Ao olhar-te...
Não sinto os meus passos,
não vejo para onde caminho.

Tudo para por momentos
Tudo se resume a este
estúpido sentimento
que me consome

Meu coração bate mais
que sei lá o que
Minha mente busca mais imagens
que a minha máquina fotográfica
Meus ouvidos ouvem
o que gostaria de ouvir de ti

Depareces...
no meio de todas essas sensações.

E deixas-me só com este sentimento estúpido...

Caminha para mim... (Nova Música)

Amigo Perfeito
Não fica sem geito
Dá recebe
Vem
Que custa chegar
Se aproximar
Vem pra conversar
Vem
Amigo, há tanta coisa
Para se falar
Como duas vidas
Querendo se encontrar
Vem
Há tanta coisa
Que não pode calar
Não inventes mais
Depois fica a culpa
Vem
Vem de mansinho
Feito num carinho
E vem sozinho
Vem
Não tragas nada
Chega assim de mãos vazias
Perto de mim
Mas antes de vires
Respeira fundo
Deixa para trás
O mal do mundo
Mas, vem
Vem de mansinho
Feito num carinho
E vem sozinho
Vem...

Fio Condutor

Nada acontece por acaso
Tudo é um meio de um fim...
Um olhar, um sorriso, um gesto, uma simples e inocente palavra..
Nada acontece por acaso,
um leve suspiro, uma forte respiração, o retardar de um passo,
um olhar que fixa o chão obscuro, vazio.. Sem substância aparente..
Um tudo que é nada..
Um nada que é tudo..
Nada.. Nada acontece por acaso..
Simples palavras tocam um ponto..
Sentimentos, ikusões, expectativas..
A incerteza do futuro..
A precisão do futuro..
Tudo, tudo acontece com um sentido,
um sentido sem pré-definições, sem estratégias..
Um alcance sublime, emoção..
Emoção de uma tão esperada, concretização..
Nada acontece por acaso..
Mas tudo acontece querendo aqui chegar..