Os olhos brilham tanto.
Cada vez mais vermelhos de tanto esforço.
Aquela luz ao fundo do túnel ofusca-me a visão.
Tudo fica tão curvo, tão diferente.
Com este olhar cego nada é mais o mesmo.
Tudo perdeu a forma, a beleza, a existência.
Estou cansada de olhar o invísivel e o ofuscante.
Vou fechar os olhos.
E imaginar...
03/08/10
02/08/10
Decadência
O ar fresco e puro que entrava nos pulmões não é mais o mesmo.
Tornou-se abafado e com sabor seco e velho.
Já não encho o peito com o mesmo respirar.
Com a mesma vontade, com a mesma frescura.
O movimento é agora pesado e fatigante.
Encosto a cabeça na cadeira onde todos os dias me sento.
Não tenho energia para mexer com ela.
Não tenho energia para mexer comigo.
O ar está pesado.
Os pulmões não querem mais respirar este bafo sujo e mole.
O ar limpo já não me atrai.
Preciso de um imân novo.
Tornou-se abafado e com sabor seco e velho.
Já não encho o peito com o mesmo respirar.
Com a mesma vontade, com a mesma frescura.
O movimento é agora pesado e fatigante.
Encosto a cabeça na cadeira onde todos os dias me sento.
Não tenho energia para mexer com ela.
Não tenho energia para mexer comigo.
O ar está pesado.
Os pulmões não querem mais respirar este bafo sujo e mole.
O ar limpo já não me atrai.
Preciso de um imân novo.
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