23/06/10

Insaciável

São dias diferentes que passam...
São horas que vão...
São brisas, são ventos.
São traços no chão.

Deixando para trás trilhos de paz.
Carrego nos pés estradas de ilusão...

Não sei por onde ando, o que quero encontrar.
O que sei de mim, de ti, da amizade nem quero relembrar.

Agora,
A incógnita do destino corre-me no sangue...
A adrenalina das respostas faz-me vibrar.

Para lá caminho...
Hei-de lá chegar...

Limite? Onde te encontrar?

(Para Fábio Medeiros, o ''t'')

Um dia...

A respiração faz-la subir e descer rapidamente.
É um movimento que arranha constantemente a pele sensível.
(Crescem cada vez as marcas surpeficiais da dor profunda.)

Exercício impaciente este.

As pernas tremem...
A mãos soam.
O pensamento voa e voa...
(Transcende o natural e o imaginário.)

O cansaço vence.
O exercício rotineiro acaba.

Quem sabe nunca mais se repita ou amanha recomeçe...